Postado em: 01/09/2017 às 12:36 - Por: Neli Carpinter

Olá!
Andei meio sumida neh?!?! Mas foi por uma ótima causa.

Vou contar a estória desde o início.
Lá em meados dos anos 90, mais precisamente em 95, meu filho pediu um computador de presente de aniversário. Comprei. Paguei naquela época R$1.460,00 dividido em 18 vezes. Ainda não tinha internet nas residências. Então fomos eu e ele aprendendo a mexer no computador com ajuda de revistas e CDs compradas em bancas de jornais.
Assim comecei a fazer cartões de visita, convites de aniversário, digitar trabalhos de escola… Tudo no Word. Quando a internet discada chegou foi uma maravilha, era uma carroça, mas dava pra usar (geralmente depois da meia noite e nos finais de semana, porque nos outros horários custava os olhos da cara). Usei e abusei de tudo que encontrava. Fui aprimorando meus trabalhos e conhecendo novos programas.

O primeiro programa que usei para edição de imagens foi o Fireworks e a partir dele comecei a usar o Dreamweaver e montar pequenos sites integrando os dois programas. Só depois de muito, muito tempo comecei a usar o CorelDraw, Photoshop e Illustrator.

Durante todo esse tempo eu trabalhava como professora e nas horas vagas fazia pequenos serviços de artes gráficas. Cheguei a fazer a digitação e diagramação do jornal de um clube aqui da cidade. Mas nunca divulguei a fundo meu trabalho. Ainda mais que passei por um período de depressão e não tinha vontade de fazer nada. Fazia, mas era quando tinha vontade. Não abandonei o computador nem a internet. Mesmo durante a crise mais forte eles eram minha companhia.

Também tive vários blogs que hoje nem lembro mais onde hospedava. Sei que eram hospedagens gratuitas e tinha uns nomes bem ruinzinhos. Como disse, me aventurava pelo Fireworks e dreamweaver e eram neles que montava meus layouts. “Roubava” imagens na internet, mas fazia meus próprios layouts. Com o tempo aprendi que não podia usar as imagens que achava e comecei a montar minhas próprias. Fraquinhas mas fui aprendendo.
Em 2005 comprei meu primeiro domínio (carpinter.net) e fiz subdomínios para vários blogs. Assim fui aprendendo a mexer com HTML, wordpress, css, flash e outras coisitas mais.

Sempre fazendo artes gráficas para quem sabia que eu mexia com computador e perguntava se podia fazer algo. Fiz convites de casamento, pequenos cartazes, etiquetas para salgados, etc…

Em 2012, já fazia um tempinho que havia parado de trabalhar como professora e continuava com meus biquinhos de artes gráficas. Mas não estava pagando meu INSS, foi então que uma conhecida me falou do MEI (micro empreendedor individual), disse que valia a pena fazer mesmo sem uma grande clientela. Fui ao SEBRAE me informar e lá mesmo fiz o meu cadastro. Saí de lá direto para a prefeitura e como era só como escritório de apoio rapidamente recebi meu CNPJ.

Me animei, fiz algumas propagandas nas redes sociais e pintaram mais alguns clientes. Sempre pingava, mas não faltava. E eu sempre falando que se tivesse um espaço físico a NEC poderia ser mais. Algumas vezes minha amiga me ofereceu para montar na sala da casa dela, mas eu falava: “não acho justo tirar sua sala para uma coisa que pode não dar em nada”. Até que há uns 2 meses atrás ela voltou a oferecer e se dispôs a me ajudar financeiramente para ter o essencial para eu trabalhar e comprar também alguns artigos de papelaria. Dessa vez aceitei.

Planejamos juntas como seria. Saímos, compramos móveis e pela internet compramos o que faltava de maquinário. Viajamos e compramos algumas mercadorias. Tudo em mãos, dei entrada para alteração de endereço e acréscimo de mais uma atividade na minha empresa, que seria a de loja de variedades. Então como não seria mais apenas escritório de apoio, necessitava de visita técnica da prefeitura para aprovação do local. Isso demorou muito mais do que imaginava. Quando abri o MEI, em uma semana estava tudo resolvido. Agora, para as alterações, foram mais de 40 dias de espera. E eu tinha que ficar de prontidão para a visita do fiscal. Estava ansiosa, mas aproveitei o tempo para pintar a fachada, reformar alguns móveis e colocar preço nas mercadorias. No dia 22/08 recebi o alvará e finalmente abri as portas.

Em 06 de setembro a NEC faz cinco anos de existência. Então com essa mudança, estou dizendo que ela está virando mocinha, rsrsrs.

O espaço é simples, mas ficou muito acolhedor e espero que aqui a NEC faça a diferença em meu bairro. Continuo também atendendo pelas redes sociais e pelo site (endereços abaixo) e envio para todo o Brasil, mediante pagamento de frete.

Enfim, por isso andei sumida, mas agora estou de volta e com garra, foco e fé. Tenho os produtos do EBSA ainda para testar e postar e muitas outras coisas que ficaram paradas, mas nunca esquecidas.
Deixo para você algumas fotos da nova NEC e também os links.

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